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Inspirado no livro de Clarissa Pinkola Estés, Ph.D, “Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem", Alcateia    é um projeto gráfico que interpreta alguns contos do livro.

 

O livro chamado “Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem”, escrito por Clarissa Pinkola Estés, Ph.D, contadora de histórias e psicóloga, propõe um exercício de análise de contos multinacionais com o arquétipo da Mulher Selvagem, a dita essência feminina, que foi encarcerada e esquecida nos nossos psiques ao longo da domesticação da mulher. Ao elaborar as análises, temas como criatividade, amadurecimento, armadilhas, e relacionamentos interpessoais são pintados em sua escrita, gerando reflexões internas e abrindo a mente.

“Os lobos saudáveis e as mulheres saudáveis têm certas características psíquicas em comum: percepção aguçada, espírito brincalhão e uma elevada capacidade para a devoção.”

 

“Mulheres que Correm com os Lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem” Clarissa Pinkola Estés, Ph.D.

Alcateia, o nome usado para se referir a um bando de lobos, é um projeto gráfico que colecionou 7 contos que foram analisados, ilustrados—numa linguagem gráfica remetente às cartas de tarot—e encadernados num livro. O trabalho foi feito para a matéria de Projeto de Comunicação Visual do curso de Design da PUC-Rio e o processo como um todo levou 5 meses para ser concluído.

 

O PROCESSO

Protótipo do Livro Alcateia

O desenvolvimento desse projeto teve uma série de etapas, começando com a leitura do livro. A primeira parte do processo foi internalizar os contos, re-lê-los diversas vezes junto com as análises de Estés. Nessa fase o podcast, “Talvez seja isso”, serviu como uma ferramenta que facilitou a leitura e as interpretações do livro.


A seguinte etapa foi fazer um recorte e escolher um sete de contos, cuja o critério foi de interesse pessoal, aqueles que mais me contemplaram e mexeram com minha percepção de mundo. No entanto os contos escolhidos foram: La Loba, Barba-Azul, A Mulher Esqueleto, O Patinho Feio, Os Sapatinhos Vermelhos, Pele de Foca, Pele da Alma e A Menininha dos Fósforos.

 

ESTUDO GRÁFICO

O processo de criação das colagens, começou com a coleta de referências gráficas. Foram reunidas ilustrações de cartas de tarot e imagens com características místicas, mostrando astros, natureza e, claro, mulheres. A referência inicial para esse projeto são as obras de Alfons Maria Mucha do movimento Art Nouveau.

Moët & Chandon: Champagne White Star’ (direita) e ‘Moët & Chandon: Dry  Imperial’ (esquerda), 1899.

 

AS COLAGENS

As colagens foram realizadas usando os softwares da Adobe, Photoshop e Illustrator. As imagens usadas, em sua maioria, foram coletadas de sites de banco de imagens gratuitas. As colagens são compostas 3 planos: moldura em primeiro plano, as figuras principais (protagonistas) em segundo plano e em terceiro plano há o fundo. O processo da criação das colagens não foi linear, ou seja, as artes foram feitas simultaneamente à diagramação do livro,
estudo gráfico e tipográfico.

 

ESTUDO DE TIPOGRAFIA

A escolha da tipografia precisava ser sóbria, clean, e elegante, por ser um livro teórico, independente do quão fantasioso ele é. O propósito não era extrapolar na tipografia, tornando
o projeto ostentoso.

A tipografia principal do projeto foi a Baskerville. Nos títulos ela foi usada com tracking (espaça-
mento) de 200 em milésimo de um eme entre caracteres em caixa alta,
tamanho 15pt para os títulos das cartas e 25pt para o título do projeto.

 

Na diagramação do livro precisava-se de uma hierarquia clara, portanto foi aplicado o peso itálico do Baskerville no subtítulo. O corpo do texto é o peso
regular da tipografia Baskerville em tamanho 11pt.

 

MOLDURAS

 

ORNAMENTOS

Como as cartas de tarot, que têm um verso padronizado para o baralho todo, as cartas dos contos também necessitavam de uma padronização entre elas. Embora as imagens já parecessem ser de um conjunto só, com elementos similares, isso precisava ser reafirmado.


As flores desenhadas foram pensadas numa natureza surreal, que não existe no plano consciente. Elas têm o formato da vulva da mulher, um formato que aparece em diferentes formatos na natureza.

 

VERSO DAS CARTAS

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ENCADERNAÇÃO

O livro como um todo precisava de um suporte mais firme, por causa do peso extra das cartas, portanto foi encadernado com uma capa dura, feita de papel paraná 2mm e revestida em tecido 100% algodão preto engomado com cola cascorez. A guarda do livro, foi feita com papel Color plus 180g preto como o verso das cartas e seus suportes. O miolo foi impresso em Papel Avena (pólen soft) 80g.

 

PRODUTO FINAL

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